Bem longe de ser resolvido…

20 abr

Série: The Killing
Episódio: #4– “Ogi Jun”
Temporada: 2ª
Exibido em: 15/04/2012
Canal de Exibição: AMC
Spoilers: Sim
Estrelas:  4,5 em 5

São sempre tantas informações novas em The Killing, que mesmo assistindo o episódio duas vezes, você ainda perde em quando aconteceu o que. Ogi Jun não foi diferente. Muitas reviravoltas, transtornos de personalidade, drama e um novo suspeito. O caso de Rosie Larsen ainda vai dar muito trabalho para a polícia e para a família dela.

Linden e Holder voltaram a ser um time, com direito a piadas à custa do drama um do outro e revelações sobre seus respectivos passados. A dinâmica desses dois personagens de personalidade tão diferente sempre me agradou muito, portanto esse foi um aspecto muito positivo no episódio.  A história de Linden também tem grande destaque ora pela briga da guarda conjunta do filho que ela travará com o ex-marido ora pela história dela que se mostra mais problemática, porém explica traços de sua personalidade.

Na família Larsen as coisas também não andam bem. Tommy, o filho do meio, começa a sofrer bullying na escola e avança nos sinais de rebeldia. Já Stan, o pai, percebe que Janek pode estar envolvido na morte de sua filha. O homem surta e com todo direito. Stan é um dos meus personagens favoritos em The Killing. Acho a atuação de Brent Sexton ótima, e acompanhá-lo nos surtos de violência e raiva é ainda melhor do que vê-lo na tristeza. Embora todos os sentimentos caminhem juntos. A cena que ela aconselha Tommy a lutar de volta foi a melhor do episódio.

De qualquer forma, o tempo aplicado na investigação gerou frutos. Os policiais chegaram ao misterioso garoto da tatuagem de Ogi Jun, um desenho japonês. O novo suspeito chama-se Alexi Giffords e ele está diretamente ligado ao passado do patriarca dos Larsens. Stan, para sair do controle de Janek, precisou matar o pai do garoto. Será que a morte de Rosie foi por vingança?  Essa fórmula me parece simples demais, apesar de suspeitar que a máfia tenha uma responsabilidade no crime.

Mesmo com as novas evidências Linden e Holder resolveram aprender com os erros anteriores e coletar mais provas antes de tomar qualquer decisão. Finalmente!

Ainda não é possível concluir se todas as peças da série como Beau Soleil, a máfia, o passado de Stan, a política ou os segredos de Rose vão se encaixar no final da temporada ou quais estão funcionando como evidências para enganar o telespectador no rumo da história. Isso frustra e chateia bastante em determinados momentos, ainda mais para os acostumados em séries como Criminal Minds ou CSI onde a maioria dos casos é desvendada em 40 minutos.

Concordo com alguns críticos que afirmam que a série perde um pouco do foco ao tratar de aspectos como a campanha de Richmond se o caso já não é mais relacionado com a briga política. Como disse no episódio antigo, o drama é bem aceito, mas a chave da série ainda é Rose. E não aposto muito nessa história do recém-paraplégico querer dar uma de detetive particular para desvendar o crime.

Concluindo, o episódio foi o melhor até esse ponto da temporada. O próximo chama-se Ghosts of the Past e vai ao ar no domingo, dia 22. Confira a promo:

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