Sobre irmãos, acidentes e futuros incertos…

11 abr

Série: Glee
Episódio: #15 – “Big Brother”
Temporada: 3ª
Exibido em: 10/04/2012
Canal de Exibição: Fox
Spoilers: Sim
Estrelas: 4 em 5

Morta de rir com a cara do Kurt e do Puck!

Quando você gosta muito de uma série é impossível não se envolver com os personagens. Você ama, odeia e ignora tão absurdamente que chega a ser pura vergonha alheia. Quando li a sinopse de Big Brother pensei que sofreria com 40 minutos focados em Quinn e Blaine, dois personagens tão mal desenvolvidos que não consigo simpatizar. Para a minha surpresa, o episódio soube equilibrar bem as storylines, piadas e drama, além de dar continuidade aos personagens e nos presentear com a excelente participação de Matt Bomer. Para quem não conhece, o ator é protagonista de White Collar.

Glee entrou em hiato após um episódio muito bom, relevando o fato das Regionals terem sido péssimas. O acidente de Quinn nos últimos minutos manteve a curiosidade da audiência e imagine a surpresa de alguns quando neste retorno a loira entra nos corredores da escola em uma cadeira de rodas. Ela interrompe uma conversa entre Finn e Rachel, conversando sobre o casório que não aconteceu (Ufa!).

A partir de então acompanhamos a história da moça se adaptando à nova realidade, mesmo que breve, com a ajuda de Artie. Fui surpreendida com a criação da amizade agradável entre os dois,  resultando em boas músicas e boas cenas. Alguns se desapontaram com o desfecho do drama da ex-cherrio. Eu concordo que do ponto de vista da Quinn talvez essa abordagem tenha ficado fraca, mas a história será bem interessante para o Artie também, que terá que presenciar uma pessoa sair de uma condição tão parecida como a dele. Glee prova mais uma vez que Quinn é figurante até nos plots dela, porém poderia ser bem pior e causarem ainda mais bipolaridades e esquisitices que ninguém compra.

Já a história por trás do título é dos irmãos Anderson. Cooper, irmão mais velho de Blaine, está sua terra natal para fazer uma visita para o ex-rouxinol. O famoso ator de comerciais aproveita o tempo para dar aulas divertidíssimas para o coral e criar um determinado atrito com Blaine, que acredita que o irmão esteja sempre querendo colocá-lo para baixo. A participação de Matt foi tão incrível que todo o drama desnecessário do namorado do Kurt fica perdido nas boas piadas. A história só peca devido ao assassinato de uma das melhores músicas pop já escritas com uma storyline tão besta. Em algum lugar do mundo, o bom senso chora com o desperdício de Fighter, da Christina Aguilera.

O casamento adolescente de Finn e Rachel também sofreu um choque de realidade necessário, mas a série acertou em não se perder nos dramas inúteis, e sim colocar Finn para finalmente refletir sobre o que diachos ele vai fazerem Nova Iorquee se lá é o melhor lugar para ele. Tinha tudo para soar muito egoísta e imaturo, mas na verdade o quarterback, movido pela oportunidade com o melhor amigo e dicas de Cooper, sugere a Califórnia para que ele tenha uma profissão. Uma ótima cena, trazendo o drama básico e o desenvolvimento principalmente de Finn, algo esperado desde sempre. E para todos aqueles que estão reclamando do lance de limpar piscinas, isso é superficial em comparação com a necessidade da discussão sobre os desejos de cada um nesse casório precoce, até porque duvido que essa coisa toda vá acontecer.

O ponto mais incrível nesse episódio é Sue Sylvester. Não lembro a última vez que curti tanto a personagem. Já a colocaram em tantas facetas, talvez para trazer mais desafios para Jane na série, mas não dá para negar que a treinadora das cheerios piadista às custa de Will Schuester e crítica serial do coral para sempre vai ser a favorita. Além de resgatar aquela Sue odiosa, mas amada, ainda criaram uma novidade sensível para ela com a gravidez. Se não perderam a mão no drama absurdo, ficará ótimo.

Por final, mas não o menos importante, gostaria de destacar toda a cena do “dia de matar aula”. Primeiro, porque sou fã desses rituais de passagem e acho que Glee nunca peca em esquecê-los, segundo porque ficou bem montado ao som de Artie e Quinn cantando “Up Up Up”. A cena é divertida, bem editada e ainda trás a mensagem poderosa de superação.  Eric Stoltz, o diretor de Big Brother, merece mais uma vez tapinhas nas costas. Lembrando que o cara é o mesmo de Prom Queen, outro episódio com um conteúdo clichê que foi super bem trabalhado.

Enfim, foi ótimo, apesar de não me apaixonar pelas músicas. Semana que vem promete ser diferente com “Saturday Night Glee-ver”. Preparem-se para colocar a roupa bacana e dançar ao som de Bee Gees. A promo garante uma noite agradável:

Uma resposta to “Sobre irmãos, acidentes e futuros incertos…”

  1. dreanoemi 14 de abril de 2012 às 10:58 #

    Amazing review! Eu adorei o episódio e você o descreveu muito bem Giu!😀

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