O fim do maniqueísmo

9 abr

Série: Once Upon a Time
Episódio: #18 –  The Stable Boy
Temporada: 1ª
Canal de Exibição: ABC
Spoilers: Sim
Estrelas: 5 em 5

UAU, meus parabéns aos envolvidos! Depois de muita embromação e fuleragem, Once Upon a Time mostrou um episódio digno de contos de fadas. E a fórmula é simples: chega de fazer telespectador de babaca inventando personagem e criando histórias que não vão dar em nada.

The Stable Boy, o 18º episódio da série, traz a bela história da Rainha-Má, ou melhor, da inocente garota que se transformou na vilã dos contos.

Ainda jovem, a Rainha era apaixonada por Daniel, o garoto dos estábulos, que dá nome ao episódio. Temendo sua mãe, uma mulher que domina a magia e vê na filha a chance de melhorar ainda mais de vida, a jovem Rainha esconde seu amor. Mas, em um dos encontros do casal, ela salva a vida de uma garotinha presa a um cavalo desgovernado. Eis o inicio de todos os seus problemas.

A pequena garotinha é Branca de Neve, que pede a seu pai, o Rei, que case com aquela mulher que a salvou e seria uma excelente mãe. O inesperado pedido de casamento do Rei surpreende a jovem Rainha. Diante da decisão imposta pela mãe – se tornar rainha, ela planeja uma fuga com Daniel. O plano é frustrado quando Branca de Neve, inocentemente, conta à mãe da Rainha sobre o amor verdadeiro que a impede se casar com o Rei.

Como consequência da traição da garotinha, Daniel é morto e a Rainha passa a nutrir o ódio por Branca de Neve que a acompanhará durante outras vidas.

Em Storybrooke, Regina Mills comemora a prisão de Mary Margaret. O diálogo entre as duas, em que Regina mostra saber que Mary é inocente, mas mesmo assim a moça precisa pagar pelo que fez, é excelente. Pela primeira vez, aliás, simpatizei com Mary Margaret fora do personagem Branca de Neve. A bobinha professora primária mostra um pouco do desespero e da coragem de Branca de Neve ao ver a raiva contida na prefeita.

Agora a parte chata e pedante da série: Emma. A loira-tédio se encontra com o obscuro motoqueiro que lhe dá algumas dicas para rever o caso desde o princípio. Guiada por ele, a xerife encontra uma pista que leva à Regina. O caso parece dar uma reviravolta e nossa que bacana mas NÃO, é só encheção de saco.

O que parece de fato importante é a ligação entre Emma e August. Em duas cenas percebemos que há algo curioso: primeiro, o rapaz parece ter uma dor na perna que não pode ter sido a toa porque senão seria idiota DEMAIS. Isso me leva a crer que pode ser a característica de um personagem de contos de fada. Outro momento é quando Emma o questiona sobre ser um mentiroso, e ele responde que Emma deveria ter fé suficiente para acreditar que ele nunca a trairia. HUM, acho que tem coisa ai. Uma fada madrinha, anjo da guarda, coisa assim?

No final do episódio, para surpresa da geral – a galera pira,rola um papo entre Mr. Gold e Emma dizendo que não há mais saídas para Mary Margaret, mas Gold afirma que sempre existe tempo para uma pequena mágica. E eis que Kathryn resurge suja e louca num beco.

Bom, em resumo, apesar de demorar a aparecer, a história da Rainha-Má foi bem apresentada e humanizou a personagem. Entendendo os motivos que levam Regina a odiar Mary Margaret fica mais interessante acompanhar o caso sem maniqueísmo.

rainha-má e branquinha

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