The Big C está voltando e eu não estou impressionado

29 mar

Série: The Big C
Episódio: pré-air ~ #1 Thin Ice
Temporada:
Exibido: por enquanto, apenas na internet.
Spoilers: sim.
Estrelas: 3 em 5

Emocionou-se quem acompanhou as duas primeiras temporadas da divertida The Big C: a trajetória de Cathy Jamison – diagnosticada com um câncer terminal – e de todas as pessoas que a cercam, incluindo Adam, o filho adolescente, Sean, o irmão homeless e Paul, o marido, hum, bem humorado, ganhando ainda com a participação de Gabourey Sidibe, a preciosa Andrea; contada em 27 episódios até agora, The Big C já nos trouxe emoções bem fortes, regadas com as lágrimas que um drama sobre o câncer deve trazer e ganhando força através da ótima atuação de Laura Linney, que transita muito bem entre o humor negro e o drama delicado: cada personagem que descobre sobre seu câncer tem uma reação diferente – e emocionante – e ver Cathy se desdobrando pra lidar com o peso do sentimento dos outros é algo bem tocante, afastando-a um pouco do problema que está dentro dela; a morte de sua melhor amiga e vizinha, Marlene, que recorrentemente aparece em espírito para aconselha-la; o irmão de Cathy descobrindo no amor e na quase paternidade um motivo para encontrar a felicidade e vencer a depressão; o filho de Cathy – ponto baixo da série, na verdade – descobrindo a puberdade e o sexo e ninguém ligando para isso; os outros pacientes no mesmo estado que Cathy, incluindo Lee Fallon, interpretado pelo belo Hugh Dancy, que, ao eventualmente conhecer o outro lado ao longo da segunda temporada, faz com que a personagem principal vá correr uma maratona e quase morrer –  chocando a todos com a possibilidade de seu marido, Paul, também estar morto por um infarto. Bom desenvolvimento, bom cliffhanger!

Mas e aí, será que Paul está morto? A estreia oficial – na tv – da terceira temporada de The Big C acontece em 8 de Abril, porém já rolou um pré-air na internet lá fora, nos adiantando o que esperar do ciclo deste ano. Não viu ainda? Não tá aguentando de curiosidade? Então continue lendo que eu conto pra você!

Paul não morreu – a série dá a entender que ele “viu a luz”, no melhor estilo pauta do Globo Repórter – e agora está utilizando um marca-passos para acompanhar seu problema de coração. Enquanto isso, Andrea volta de Gana – após o fim de noivado com o ucraniano – chatiadíssima e, mesmo assim, nos presenteando com boas cenas (a dança em volta da lata de lixo com Sean é um bom exemplo). A série também mostra uma das cenas mais tocantes das temporadas – que, apesar de mostrarem, já tinha ficado subentendida ao longo da segunda temporada – que é Sean e Cathy, decididamente os melhores atores e personagens da série, conversando a respeito da tutela de Adam caso o rapazote ficasse órfão.

Quanto a Cathy, essa adotou o nome falso de Alexis Bertrand para poder viver tranquilamente o seu novo vício: álcool e cigarros diversos em bares cosmopolitas perto do hospital. Estimulada pelo fato de seu câncer estar diminuindo, ela mergulha nessa rotina de quarentona solteira em bares, conhecendo pessoas – que provavelmente entrarão para o elenco desta temporada, que tem como principais promessas a adorável Susan Sarandon e Victor Graber (o pai de ALIAS) – e criando a ideia de uma vida dupla para turbinar a temporada.

No entanto – e eu espero que esse erro seja corrigido nessa temporada que, também espero, seja a última – o câncer em The Big C  já deixou de ser tabu para virar piada. Não sei vocês, mas já não consigo temer pela morte de nenhum deles, sobretudo a de Cathy, que, honestamente, se morresse entraria para o legado das grandes personagens com excelentes trajetórias nas séries.  É segurança demais para uma série que fala de morte (o que pode ser uma técnica dos roteiristas, fazer a gente se sentir num lugar seguro para nos tirar tudo depois). Trazer um problema de coração para Paul, apesar de coerente, soa para mim como encheção de linguiça, já que a série fez sucesso e precisava de mais episódios para gerar mais grana – mas até aí, mesmo o casamento de Andrea e a amiga chata de Adam  na segunda temporada soavam como dispensáveis. Não parece uma temporada muito promissora, pessoal, sobretudo para uma série que teria sido mais memorável se terminasse de uma vez em sua primeira temporada.

Mas, na pior das hipóteses, temos uma família disfuncional – o tema que não me esgota! – para acompanhar: Adam, Paul, Sean, Andrea e Cathy; a história pode ter suas bizarrices, mas conta com a nossa empatia completa e a simpatia dos personagens (juro que o Adam parece mais maduro agora!). E, como não podia deixar de ser, o elemento da água está lá no fim da estreia da série: afinal de contas, conhecendo a abertura da série (olha lá no começo do post), qual a metáfora que os criadores da série querem nos passar, sempre imergindo Cathy em água? Já cantara Maria Bethânia: “Debaixo d’água tudo era mais bonito, mais azul, mais colorido, só faltava respirar/mas tinha que respirar/mas tinha que respirar/todo dia/todo dia”.

Vou acompanhar essa temporada de The Big C com vocês, sempre com reviews, e esperando comentários! Nos vemos no meio de abril! (:

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