Uma bela tacada

8 mar

Série: Suburgatory
Episódio: #16 – “Poetic Injustice”
Temporada: 1ª
Exibido em: 29/02/2012
Canal de Exibição: ABC
Spoilers: Sim
Estrelas: 5 em 5

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Suburgatory está em uma fase muito boa, os últimos episódios têm realmente valido a pena. E, sem sombra de dúvidas, este foi o melhor de toda a temporada. Cenas ótimas de puro humor nonsense permeiam o episódio todo. O que eu achei demais! Fez valer tanto os 20 minutos, que tive a impressão de estar só na metade, quando o episódio acabou.

Tessa finalmente acha um modelo que pretende seguir no subúrbio. A nova professora de poesia, Ms. Evans, tem tudo de “cool” que uma adolescente pode ver em um adulto – inclusive um humor nonsense que se torna incompreensível por Tessa. A garota faz de tudo para chamar a atenção da professora, mas Ms. Evans só consegue ver genialidade mesmo é em Dalia. – Iéééé, mais um episódio hilário de rivalidade entre as duas.

Acontece que, além de Tessa não entender porque a professora venera as poesias “superconsistentes” de Dalia (prato cheio pra comédia), todos os esforços para impressionar a professora parecem ser em vão. Até que, depois de uma atitude desesperada de Tessa, fazendo um poema sobre a ausência de sua mãe, a professora pede para que Dalia ajude a garota com o processo criativo.

Tessa: Could you walk me through that process, step by step?
Dalia: You know you suck right now, even for you.

O que Tessa não poderia imaginar é que a sugestão forçada pela professora, faz com que Dalia mostre mais do que aparenta ser e dá uma verdadeira lição de vida para ela. Além dessa ótima cena, a trama desenvolve diálogos hilários desde início dessa parte da história, Tessa perguntando se Ms. Evans tá “benloka” e a leitura do poema sobre carros de Dalia – e Lisa entendendo o que a professora quer dizer – são indispensáveis. O mais curioso é que, embora as duas sejam essenciais para elevar o nível da comédia, Dalia parece estar ganhando mais empatia que Tessa.

Já na vizinhança, enquanto os Shays se animam e levam muito a sério a temporada de cróquete – evento tão fixo quanto uma estação do ano nos calendários de Chatswin -, Dallas aproveita as partidas para agendar encontros, cada dia com um parceiro diferente, e consegue deixar Sheila e Fred desconcertados. Volto a frisar que Dallas solteira é uma das melhores coisas da série, atualmente. Essas cenas iniciais, dela interagindo com seus diversos parceiros, e até uma parceira, abrem muito bem o episódio.

Em nome da reputação do bairro, Sheila e Fred recorrem a George e o convidam para o jogo, com o intuito de controlar um pouco o fogo da mulher. Durante a partida, uma cena hilária de Sheila ensinando George como se joga cróquete deixa Fred louco de ciúmes, confirmando tudo o que leu no diário da esposa, no dia anterior: Sheila tem uma paixão secreta por George. Outra cena muito bem executada: a forma literal, beirando o ridículo e os excessos, como se fosse a imaginação de Fred lendo o diário é excelente!

Todo esse furdunço, faz Fred ficar mais inseguro, implorando para George maneirar no sexy appeal com sua mulher e, ao mesmo tempo, tentando comprar de qualquer jeito o cara para fazer amor com sua mulher! – Outra cena engraçadíssima, com participação indispensável de Noah. Fred fica tão obcecado que tenta deixar crescer um cavanhaque igual ao de George, que está se sentindo o Casanova de Chatswin – não por menos, a mulherada do bairro sempre fica descontrolada perto do cara -, mas o “projeto” de cavanhaque em Fred é outra ótima sacada deste episódio.

Tudo se resolve em Chatswin quando Fred descobre que na verdade Sheila nutre uma paixão platônica desde a faculdade por George Stephanopoulos – um apresentador grego do “Bom Dia América” – afinal, ela gosta de homens arrumados e baixinhos e não tem culpa se o cara tem um sobrenome tão ridículo que ela não consegue escrever. George então pode manter seu “irresistível cavanhaque” porque talvez não seja o Casanova que pensou ser. Mesmo assim, a narrativa engana bem, deixando a confusão toda bem convincente.

Suburgatory mantém umas coisas que gosto muito, tipo os diálogos rápidos, como quando os Shays vão pedir ajuda a George em casa, lembra um pouco Community. Os personagens estão cada vez mais consistentes, cada um com seu tipo de humor mais evidente, tornando compreensível e mais flexível para a série arriscar em um roteiro mais hilário e nonsense. Não sei quanto tempo a Ms. Evans vai durar, mas acredito que o questionamento que Tessa faz, com Lisa, sobre querer a aprovação de uma mulher mais velha e independente pode significar alguma coisa nos próximos episódios.

Pra fechar com chave de ouro, só o diálogo entre Dallas e George no fim, que além de hilário, deixa cada vez mais claro uma iminente união dos dois:

G: Oi, o que é isso?
D: É um carregador de bola, pra você carregar suas bolas.
G: Georg-ass?
D: Pronuncia-se “Georges”. Uma combinação de nossos nomes, como Bennifer, Brangelina ou Cee-Lo.
G. Acho que ele é um cara só.
D: Ele não poderia ser.

2 Respostas to “Uma bela tacada”

  1. Marquinhos 31 de maio de 2012 às 21:54 #

    Legal demais a série, começou fraquinha, foi melhorando, houve episódios memoráveis, até que os últimos caíram de novo, mas no geral é muito boa, virei fã e vou aguardar ansiosamente a 2ª temporada. Abraços

  2. Marquinhos 1 de junho de 2012 às 19:22 #

    Mais uma coisa: Eu gosto da Dalia desde o começo, além de linda ela tem talento de sobra para, mesmo com poucas falas, carregar Suburgatory nas costas. Carly Chaikin, vc é maravilhosa!!!!!!!!!!!

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