Atirar, apontar…

27 fev

Série: The Walking Dead
Episódio: #09 – Triggerfinger
Temporada: 2ª
Spoilers: Poucos
Estrelas:  4 em 5

Em uma das cenas do episódio 9 de The Walking Dead, os personagens – todos eles – deixam a sala principal da casa Hershel. Como numa dança bem ensaiada, eles se direcionam a lugares diferentes – e dão dicas de para onde a série está caminhando ao se direcionar para seu season finale. Glenn e a namoradinha vão para um canto e discutem sobre finitude de sentimento e egoísmo em relacionamentos do apocalipse; Daryl sai bravíssimo, seguido por uma preocupada Carol, temente em perder as pessoas que ama; Shane vai para fora da casa, acompanhado pelo olhar do velho Dale, e seguido por Andrea – e ambos firmam uma pequena sincronicidade de ideias; a família Hershel fica na sala e, finalmente – e mais importante – Lori e Rick se dirigem para sua barraca.

As revelações da conversa que encerra o episódio promete, para o próximo, o início do confronto entre os ex-melhores amigos Rick e Shane. Eu tenho pra mim que Shane é o grande sobrevivente de um apocalipse zumbi e, por isso mesmo, o melhor personagem desta temporada. Há sim, de ser egoísta em casos como este – não que eu fosse ter os culhões para tal caso ocorresse comigo – e, para aqueles que acham que ele devia ter fugido há muito tempo, fica a arrepiante cena em que o personagem diz que ama Lori e Carl como se fosse dono deles – e do neném na barriga de Lori. É, de longe, a melhor trama do episódio. Falando em melhor, a personagem de Lori tem um bom crescimento neste episódio, tanto na cena em que se desvencilha do acidente, quanto na revelação final para Rick onde ela se posiciona atrás do marido e sussurra para ele os pensamentos de Shane. Filmagem, câmera, interpretação dela, tudo certinho. Não tivesse o Rick reduzido a mero senso moral, teria ficado ainda mais delicinha.

Com boas – as melhores das séries atuais, eu diria – cenas de ação e com uma cena de pura gastura e paúra que eu até pausei porque não consegui continuar (rs), além de trazer mais um dilema – desta vez, sem perna – para a equipe, me parece que no final do episódio eles terminam a frase “Atirar, apontar…” com dedo no gatilho e “fogo!” – desta vez não pra matar zumbis, mas para os próximos passos. Como eu disse no primeiro parágrafo, segue The Walking Dead como uma dança de egos, com constantes trocas de pares, guias e munição.

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