Chase

15 fev

Série: House
Episódio: #12 – Chase
Temporada: 8ª
Exibido em: 13/02/2012
Canal de Exibição: Fox
Spoilers: Sim
Estrelas:  4 em 5

Marcar a data de encerramento da série realmente fez muito bem à House. Sem o peso de enrolar mais 2 ou 3 temporadas com storylines absurdas ou ‘embromation’, os roteiristas parecem finalmente estar caminhando para um desfecho com personagens e histórias. Já recebi muitas críticas pela minha exigência nessa evolução de uma das séries mais bem-sucedidas nos Estados Unidos e mundo, muitos comentários de que deveria me contentar com os casos da semana, porque House é somente uma série médica. Discordo! House é drama e não esteve no ar por tanto tempo só porque explorou e desenvolveu as doenças mais absurdas e/ou interessantes das séries desse estilo. A série é mais do que isso e ‘Chase’, episódio dessa semana, provou minha teoria.

Nesta segunda os telespectadores puderam acompanhar os passos seguintes ao acidente que deixou Chase entre a vida e a morte, além de colocar House em uma situação que há muito não via, implorando desculpas. Enquanto busca a cura para uma freira prestes a fazer os votos, o ex-marido de Cameron se apaixona pela paciente, argumenta sobre fé e é perseguido pelos colegas preocupados com o comportamento ‘a la House’ que o colega anda demonstrando.

Não dá para criticar um diálogo sequer entre House e Chase ou o envolvimento de cada personagem para o desfecho da história do médico australiano. Dentre o episódio inteiro, gostaria de destacar o final muito bem escrito. Escolhas, religião, amor, rancor, tudo vem à tona em uma conversa de poucos minutos entre House e Chase, e por alguns momentos você sente o princípio de cansaço e a autocrítica do médico. Para quem defende que House é House, quão frustrante foi testemunhar o desespero dele em colocar um dos seus fora do caminho já trilhado por ele. Desenvolvimento e evolução explícitos. Não é há algo inédito na série, somente há muito esquecido.

O único motivo de classificar ‘Chase’ com quatro estrelas é pura antipatia ao Taub. Nesse episódio ele e House ficaram com joguinhos para testar as aulas de autodefesa do judeu e, embora eu entenda esses toques de humor para aliviar o clima do episódio, o personagem é tão chato que não dá para desfrutar desses minutos leves. Mantenham o Wilson para essas partes bobas.

Surpresa com a expectativa para o próximo episódio e a saudade que já começa a bater. Nem sempre o anúncio de um término é ruim. House ensina mais essa.

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