New York, New York

26 maio

Série: Glee
Episódio: #22 – New York
Temporada: 2ª
Exibido em: 23/05/2011
Canal de Exibição: Fox
Spoilers: Sim
Estrelas:  Quase chegando no 3 em 5

Eu precisei assistir a season finale de Glee três vezes antes de começar essa review. Primeiro porque eu não soube lidar com a frustração com uma série que, mesmo com pequenos problemas, vinha tendo uma boa temporada. Segundo, porque eu simplesmente queria tentar convencer quem lesse o meu post que vale a pena perder 40 minutos com o grupo de coral. Finalmente, porque eu encontrei algumas coisas bacanas no episódio e gostaria de compartilhar.

Para que você não perca o seu tempo, nem mesmo lendo esse humilde texto, já aviso que se você espera algo parecido com o que tivemos com ‘Journey’ na primeira temporada, vai perder seu tempo aqui no blog e onde quer que assista ‘New York’.  Até  o roteirista e diretor dessa season finale, Brad Falchukalertou que o enredo foi diferente, centrado em relacionamentos (Rachel e Finn): “[No final]Todo mundo entende que estar juntos é melhor que qualquer coisa’ . E se você não torce ou tem gostado do casal, sinta-se alertado que vai se frustrar. E se é intolerante a clichês? Para de ler aqui, companheiro/a.

Dito isso, vamos para o enredo. O New Directions vai à Nova Iorque lutar para ser o campeão na competição nacional de corais. Enquanto Mr. Schuester decide se quer continuar a vida de professor e diretor dos gleeks ou vai para a Broadway, Finn passa o episódio tentando reconquistar Rachel.

Até então, nada muito diferente da última season finale, o que já causava desapontamento.  Mas ainda havia a expectativa que os arredores de Nova Iorque, a cidade da Broadway, do sonho de Rachel e Kurt, e uma mudança tão significativa de cenário iriam resultar em boas cenas.

O episódio começa com um 360º no Times Square e milhares de paineis de shows da Broadway saltitando à vista. Como amante de musicais, nem preciso comentar como essa cena já criou ansiedade e te coloca no ambiente musical, e a simples frase da Rachel ‘Eu consegui’ ainda causa aquele sentimento de orgulho de toda a história da série desde a primeira temporada.

Calma que o sentimento dura pouco, porque segundos depois você descobre que nem música o New Directions tem. E vamos refletir sobre isso: quem vai para uma competição tão importante sem nem uma linha escrita não quer ganhar nada mesmo.  Falchuk comentou na entrevista sobre o episódio que o ND não era um grupo preparado ainda para os Nationals, mas isso já é absurdo e desculpa para as desnecessárias originais.  Com tanta música para se adaptar, os caras insistem em manter as boas – mas não excelentes – produções feitas sob medida para a série.

O episódio vai avançando e, se você piscar, perdeu algo – mesmo que uma storyline besta. Falchuk explicou que foram cerca de 20 minutos cortados na versão que assistimos nesta terça.  Uma pena, e uma edição meio pobre. Cito como exemplo a cena em que Rachel e Kurt cantam a belíssima ‘For Good’ do musical Wicked no palco original desse show da Broadway. Apesar de ter sido muito bonita a cena – e uma das melhores partes do episódio se você ama a peça como eu -, a emoção sofria com cada corte seco e estranho da música.

Mr. Schue, que finalmente tinha ganhado uma história que não envolvia mulheres, teve seu drama tão mal apresentado e chegando a lugar nenhum que poderia ter voltado para Ohio sem essa.  ‘Still Got Tonight’ pareceu mais um videoclipe propaganda do que está no CD de Mathew Morrison (ator que faz o diretor do coral) divulgado recentemente.

Ao mesmo tempo que Mr. Schue está pensando na vida, os gleeks saem às ruas de Nova Iorque para buscar inspiração para escrever a música, que já deveria existir e estar bem ensaiada. Mas, como ficou bom o mash-up de Frank Sinatra e Madonna. As cenas envolvendo a música boas e mostram partes da ‘Big Apple’, apesar de abusarem do ‘shining happy people holding hands’, e eu me sentir super incomodada pensando em como o Artie subiu naquela fonte e quanto perigoso aquilo é para um cadeirante!

Depois disso, o episódio é focado em Finn e Rachel. Falchuk mesmo declarou que o casal era o centro do episódio, e eles ganharam encontro dos sonhos, um encontro com Patti LuPone e serenata nas ruas de Nova Iorque. Irritação para alguns, suspiros para os outros. Eu achei as cenas fofas se vistas do clichê romântico. Foram bem trabalhados os figurinos e os locais como o Central Park. Interessante para uma season finale? Nesse caso vai ser, porque minutos depois esse mesmo casal vai ser protagonista na cena que vai definir a participação do coral no campeonato.  Necessário? Não! Mas também não foi a pior decepção do episódio: as apresentações.

Juro que acreditava que o ND fosse ganhar devido ao nível péssimo das outras apresentações. Uma escola só de meninas dançou ao som de ‘Yeah’ do Usher , e o Vocal Adrenaline, arqui-inimigo do coral do McKingley que em ‘Journey’ fez a melhor apresentação da série até o momento, se apresentou de forma super sem graça com uma música original. Sunshine Corazón, personagem tão anunciada no começo da segunda temporada – e que mal apareceu em 3 episódios- pode não ter ‘balançado como backing vocal’ , mas só cantou uma baladinha enquanto no fundo o VA das desafiadoras acrobacias de Bohemian Rhapshody fazia uma coreografia digna de Domingo Legal. E ALERTA: Whitney Houston, dê uma olhada nas suas canções, certeza que te plagiaram!

Falando em personagens mal aproveitados, o que comentar de Jesse St. James, interpretado pelo competente Jonathan Groff, que só apareceu para usar mais um pseudo-cachecol ridículo e tomar um fora?

Se você chegou até esse ponto está se perguntando: mas ela não disse que ia tentar convencer? Na verdade, vou admitir que estou tentando justificar como uma série que teve episódios tão bons como ‘Duets’, ‘Never Been Kissed’, ‘Blame it on the alcohol’ e ‘Prom Queen’ finalizou seu ano de forma tão medíocre.  E admito que um dos motivos é que simplesmente não concordamos com a escolha de enfoque que decidiram dar, e que não tinha nenhuma história tão boa como o nascimento da Beth para gerar um drama forte.  Nem o lance do Mr. Schue, e nem Finn e Rachel, que não estavam agradando nem mesmo os fãs que do casal. Mas resolveram investir nessa história, e na lição de moral que ‘o importante não é vencer’. Ouvi de muitas pessoas que isso é cabível para o que tivemos ao longo desses 22 episódios, e finalmente concordei. Glee explorou muito os relacionamentos nessa temporada. Seja com Kurt, Artie, Rachel ou Santana, todo episódio era isso. Pode não ser bom, mas é lógico.

Minha dica: assista ao episódio. Talvez ele não te convença da primeira vez, mas na segunda você repara mais nas cenas ao redor de Nova Iorque, em como a original ‘My Cup’ é engraçadinha, ou ‘For Good’ é bonita. E que as cenas de Finn e Rachel são românticas e que você adoraria uma serenata com ‘Bella Notte’. Dá para observar até que a Brittany no final te explica o motivo de todo essa ‘clichezada’ sem fim, algo que você pode ter deixado passar da primeira vez com toda a frustração.

Para finalizar, não foi tão bom quanto ‘Journey’, mas melhora um pouco ao longo do tempo.  Esperemos agora a terceira, e provável última, temporada dos gleeks sêniors do McKingley. A expectativa é alta com todas as novidades divulgadas, como contratação de novos roteiristas e novos personagens, apesar de achar que poderiam investir um pouco mais em quem é do elenco principal e não tem espaço (Oi, Tina! Oi, Mercedes!).

Da minha parte, vou sentir falta das reviews e das músicas novas durante a semana, mas convido todos a acompanharem o reality show ‘The Glee Project’ que vai escolher um dos novos personagens da próxima temporada. Ele começa no dia 12 de junho e já apresentou seus 12 candidatos. Confira, tem até videoclipe da galera com a música Fireworks!

Quem quiser ler a entrevista completa de Brad Falchuk, pode acessá-la aqui: http://insidetv.ew.com/2011/05/25/glee-brad-falchuk-season-finale/

**ao som de ‘Pretending’, by Rachel e Finn. Por que não? A música ficou boazinha! E eu sou Finchel! CHOQUEI!rs**

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