Just be a Queen…

27 abr

Série: Glee
Episódio: #18 – Born this way
Temporada: 2ª
Exibido em: 26/04/2011
Canal de Exibição: Fox
Spoilers: Sim
Estrelas:  4 em 5

Depois do fiasco de ‘Night of Neglect, Glee retornou essa semana muito bem com ‘Born this way’. O episódio estendido de 90 minutos (com comerciais!) foi mais que especial para os fãs por muitas razões. A primeira – e talvez menos esperada por todos, mas que me deixou muito feliz – foi o retorno da orientadora Emma Pillsbury por mais de 2 minutos sem-graça ou agarrada no dentista Carl. Emma foi um personagem importante e muito interessante em toda temática ‘vamos falar sobre os seus defeitos e inseguranças’ dessa última terça-feira.

Então, qual foi a história? Dando início aos preparos para os Nationals, Mr. Schuester faz o grupo praticar alguns passos de música, o ponto fraco do coral. O simples gingado é um pouco demais para Finn que nocauteia Rachel e a manda para o hospital com um nariz quebrado. A sugestão do médico, então, é: ‘já que o nariz está ferrado, vamos consertar o problema todo’, traduzindo: ‘Vamos arrumar seu nariz grande e feio’. Esse evento desencadeia uma série de discussões sobre o que cada gleek ou corpo docente – no caso da Emma – consertaria em si mesmo, e também o que cada um não tolera, mas finge que aceitou. Finn, por exemplo, fala da incapacidade de dançar.

Diante do dilema de Rachel em aceitar ou não a plástica no nariz, Mr. Schuester procura Emma para resmungar sobre as pessoas se amarem pelo que elas são. Uma das respostas da orientadora leva-o a achar o tema da semana a ser trabalhado pelo coral: ‘Born this way’. A sempre escandalosa Lady Gaga mais uma vez sendo usada para aplicar lições anti-bullying,  e nesse caso um auto-anti-bullying (tentem falar isso 3 vezes!). Vendo a oportunidade também para conversar com Emma sobre o seu distúrbio de TOC, ele a recruta para fazer os uniformes da galera.

Enquanto isso, Santana decide que quer ser rainha do baile. Escolhendo candidatos masculinos para competirem ao seu lado pela coroa, ela nota que o rei dos bullying, Karafosky, é gay. Pausa aqui para comentar como fico insatisfeita com o lesbianismo dessa personagem. Acho ela muito mais convincente e interessante como a vadia da escola. De volta à descoberta do ‘radar gay’, a latina começa então um plano de chantagear Karofsky em ficar mansinho e trazer Kurt de volta, tornando-a uma ‘boa alma’ digna de ser votada para rainha da formatura. Chantagens rolam, um novo clube ‘protetores de losers que sofrem violência’ é formado e BAM: KURT ESTÁ DE VOLTA!

Admito que sou super fã desse personagem, e que acredito que os diálogos envolvendo o divo foram os melhores dessa segunda temporada. E ele não desaponta em ‘Born this way’. Astuto e confiante, o crescimento de Kurt desde o início da série é super notável, e a forma como isso reflete no tratamento e histórias dos outros é muito positivo, seja com a ajuda de aceitação do Karofsky ou a injeção de auto-estima na Rachel.

Avançamos um pouco mais, e outro dilema: Lauren, a ex-lutadora e recente namorada de Puck, também quer a coroa de rainha do McKinley, e com a ajuda de sua cara-metade vai lutar sujo por isso até descobrir um grande segredo da favorita Quinn: a loira bonitona é um ex-Shrek (com todo respeito aos ogros). A verdade é que depois de uma dieta, pintura no cabelo e UMA CIRURGIA NO NARIZ, a ex-cheerio mudou para Lima e se tornou a toda poderosa Fabray. Antes ela atendia pelo carinhoso apelido de Lucy Caboosey, não tinha amigos e era horrorosa. E esse, meus amigos, é um exemplo clássico do poder que os roteiristas têm quando a série chega no patamar mais alto de críticos e fãs. Você coloca coisas absurdas como essa, e eu fico sempre os imaginando caçoando da minha cara e pensando ‘Gente, olha só o que eu deixei passar!’.

Mas, o episódio vai chegando ao fim e a galera começa a se acertar. Depois de um flashmob super legal  de ‘Barbra Streisand’, do Duck Sauce, Kurt e CIA convencem Rachel que o nariz ‘diferente’ faz parte de quem ela é. Emma vai ao psiquiatra e começa a aceitar o seu quadro clínico. Finn tem uma dança desajeitada, porém bem intencionada, auxiliado por Mike Chang. Santana e Karofsky começam a cair na real que são super gays, mas ainda não têm coragem de ‘sair do armário’. Lauren e Quinn fazem as pazes, mesmo depois da gordinha espalhar para a escola inteira o passado FEIO da ex-cheerio.

E o momento tão esperado chega, as primeiras notas de’Born this way’ da Lady Gaga são acompanhadas por um Kurt sexy que canta ‘It doesn’t matter if you love him, or capital H-I-M’. Junto dele estão os membros do New Directions usando camisetas com seus devidos defeitos, em um sinal de aceitação. Cito algumas: Puck (“I’m with stupid” – seta apontada para o seu órgão reprodutor), Kurt  (“Like Boys” – sobre ser gay), Mercedes (“No Weave!” – sobre o cabelo afro), Quinn (“Lucy Caboosey” – ex-Shrek ficaria melhor), Sam (“Boca de Truta”), Rachel (“Nose” – Nariz), Emma (“OCD” – ou TOC se você está no Brasil) e Mr. Schuester (“Butt Chin” – sobre o queixo engraçado dele). A música da diva pop foi cantada por Mercedes, Tina e Kurt. Confesso que quando escutei antes do episódio achei bem ruinzinha, mas junto com a apresentação ficou boa.

Quanto às outras músicas, não achei que foi a melhor setlist. O mash-up Unpretty/I feel pretty de Quinn e Rachel foi meu favorito com o contexto bem planejado. O solo dançante de Finn, ‘I’ve gotta be me’ foi um momento gostoso, mas a música é tão mais Puck. ‘Somewhere only we know’, uma das 300 despedidas dos Warblers, resultou em uma invasão bacana no McKinley. Ver o Kurt cantar nos corredores ‘As If We Never Said Goodbye’ trouxe uma sensação de retorno tão boa, só que a cena é muito melhor que a música.

Enfim, um post grande para um episódio relativamente maior (57 minutos).’Born this way’ é super recomendado para assistir. Repleto de amizades fofas, brigas pela coroa e boas storylines envolvendo Emma, Kurt e Rachel. Prepare-se para as boas risadas e para as doses de drama. E para aprender, com a Gaga, a aceitar e viver a rainha que você é. Ou aprender com Quinn, Santana e Lauren quão longe você iria para ser uma.

**ao som de Born this way, Lady Gaga**

2 Respostas to “Just be a Queen…”

  1. Noemi Amaro 29 de abril de 2011 às 03:15 #

    Enfim a Giu deixa eu comentar aqui..rsrsrs

  2. dreanoemi 29 de abril de 2011 às 03:23 #

    a Quinn me irrita mesmo! sai pra lá mulher.

    o Finn na apresentação ficou melhor do que qdo só ouvimos a música, pq vemos que ele tá dançando e tal.

    Woooow, o Finn admitindo em pú-bli-co que a Rachel é LINDA! A luz surgindo nesse caminho de Fincheel.

    Hahaha, primeira vez que dou risada com o Karofsky..mas isso vai parar onde? essa falsidade em ser legal?…

    Ai que emoçãaao, queria mto o Kurt de voltaaa, meu DIVOOO *-*
    choray! e a música que ele canta tbm tem mais sentido no epi, como a do Finn..na minha opinião.😛

    choquei com Lucy Q. Fabray! Adorei o termo usado ‘ex-Shrek’ hahaha

    AMo mais o Kurt: pelo fato do flashmob lindooooo! e pelo super apoio dado a Rachel.

    Eu adorei o episódio, e agora só se espera que seja um episódio melhor que o outro, pq tá acabando a 2ª temporada né?

    Finchel is coming!

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