Metamorfose: de vítima a serial killer…

20 abr

Série: Criminal Minds: Suspect Behavior
Episódio: #9 – Smother
Temporada: 1ª
Exibido em: 13/4/2011
Canal de Exibição: CBS
Spoilers: Sim
Estrelas: 4 em 5

O título desse post parece redundante, já que estudos indicam que a maioria dos serial killers sofreu abuso dos pais na infância. E, de fato, muitos episódios das séries que tratam de crime já trabalharam com essa evolução de um ser inocente, que crescendo em um ambiente violento, torna-se um adulto vingativo e focado em fazer sofrer pessoas que simbolizem seus traumas. A particularidade do último episódio de Criminal Minds:Suspect Behavior foi tratar desse assunto, mas do ângulo abusivo maternal.

A equipe de Sam Cooper é chamada para investigar o caso de 3 mulheres desaparecidas. Logo, a investigação descobre 2 corpos multilados na região dos seios, mas intactos na roupa e maquiagem. Tendo como pista somente a gravação ruim de uma câmera mal localizada e uma chupeta deixada no local do último sequestro, os agentes especiais precisam ser rápidos para resolver o caso antes da terceira morte.

A evolução nas análises e perfis a cada episódio de Suspect Behavior fica mais visível, ou parecido com a série original. Em ‘Smother’, a equipe está focada e as explosões emocionais de Sam Cooper mais domadas. Após traçar perfis, e estudar melhor os locais de sequestro e desova de corpos, a conclusão é de que o crime é cometido por duas pessoas: uma mãe e um filho. Enquanto o rapaz libera anos de abuso nas vítimas, a mãe – e abusadora – limpa as vítimas para proteger o filho, por remorso e porque ela tem problemas mentais.

O episódio dessa semana não só é interessante pelo estudo clássico da ‘montagem’ de um serial killer, mas pela abordagem do abuso feminino na infância. Ele deixa o telespectador ainda mais desgostoso com os flashbacks e cenas de interação entre filho e mãe. E os atores convidados para viverem esses seres abusados e mentalmente problemáticos são muito bons.

Enfim, um caso ‘default’, porém com um bom roteiro. Uma dupla de assassinos comum, mas tão desconcertante e, perdoem o termo, nojenta. E aquele infinito número de questões ao longo dos 40 minutos da série: o abuso justifica o estado mental do jovem assassino? Então dá para sentir pena dele e diminuir a responsabilidade pelos atos cruéis que ele cometeu nas vítimas? Quão responsável é a mãe pelo que o filho cometeu, mesmo ela sendo a abusadora de tantos anos? Por que tem alguns que sofrem calados a vida toda e outros que matam para ‘devolver para a sociedade’ a dor que passou entre 4 paredes? Deixemos as respostas e interpretações para os especialistas.

Outro bom motivo de ver ‘Smother’ é para conhecer um pouco mais sobre o passado de Micky – o Sniper. Ao que tudo indica, ele perdeu os pais violentamente quando criança e tem uma irmã mais nova. E o personagem, além de o mais interessante, é o mais explorado para histórias profundas e enigmáticas. Bola dentro da equipe de roteiristas.

**ao som de Seduto Qua, by Zero Assoluto”

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