De filho para pai

10 abr

Série: Criminal Minds: Suspect Behavior
Episódio: #8 – Night Hawks
Temporada:
Exibido em: 6/4/2011
Canal de Exibição: CBS
Spoilers: Sim
Estrelas: 5 em 5

Alguém aqui está tão assustado quanto eu com a qualidade do último episódio de Criminal Minds: Suspect Behavior? Não só a equipe de Sam Cooper foi super ativa, organizada e fodona, mas a história do assassino de “Night Hawks” foi diferente e interessante.

Quando alguns homens são mortos em apenas algumas horas de diferença e em locais próximos, a equipe de Cooper é chamada para lidar com um assassino cheio de raiva. O alvo desse possível serial killer seriam homens fortes, com estaturas e pesos incrivelmente parecidos, e todos usuários de óculos.

A cada crime o nível de brutalidade aumenta, e tudo leva a crer que o assassino está querendo eliminar a memória de uma pessoa do seu passado. Conforme o caso é desvendado, descobrimos junto com a equipe que o senhor de idade responsável pelas mortes está querendo apagar da sua história o próprio filho, um serial killer conhecido por matar e esquartejar garotas. Some a isso ainda uma esposa catatônica, desespero por falta de dinheiro, a intolerância de uma cidade e perseguição do pai de uma das vítimas.

A história do senhor Leonard Keane é uma faceta do crime geralmente esquecida diante da crueldade do serial killer. Trata-se das famílias das vítimas, de modus operandi, assinaturas e é discutido se o cara matava ou não gatos quando era criança. Porém, a família do psicopata só tem espaço caso ele tenha uma infância sofrida, se era abusado ou não pelos pais. Mas e como fica aquela mãe que de repente descobre que o filho guardava partes de corpos no quarto? Ou como se sente um pai ao ouvir declarações desumanas de um rapaz que cresceu jogando bola no quintal? Como essa família passa por esse choque? Ela supera? E o episódio de Criminal Minds vai ainda além, pois discute a ideia desse pai atingir um ‘breaking point’ e traçar os próprios passos do filho, mas na tentativa e desespero de apagá-lo da sua vida, que continua afetada pelos atos macabros do assassino.

Cenas tocantes, como a gravação da entrevista entre pai e filho, e uma história inédita em Criminal Minds. Uma trama tão boa que nem os exageros de Beth Griffin ou os excessos de pureza de Cooper puderam prejudicar. Um conto às avessas, um quebra-cabeça para os estudiosos da genética, enfim, um episódio à altura da série original.

Para mim, mais um sinal de que ainda há esperança e que vale a pena dar mais algumas chances a esse spin-off.

**ao som de Aerials, System of a Down**

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