Sobre música, Flores e detalhes

3 abr

Série: The Good Wife
Episódio: #18 Killer Song
Temporada:
Exibido em: 01/04/2011
Canal de Exibição: CBS
Spoilers: SIM
Estrelas: 4 em 5

O décimo oitavo episódio começou e logo me deixou intrigada. Fichas caíram na minha cabeça e comecei a me questionar sobre uma dúvida recente, talvez eu esteja só viajando e isso nem faz muita diferença neste momento da série, mas… lá vai: continuamos a não saber absolutamente nada do passado misterioso de Kalinda; a série já mostrou que a detetive joga nos dois lados, digo, homens e mulheres são bem vindo; então, será que, de algum modo, Kalinda sente alguma coisa por Alicia?

É isso mesmo. Fiquei muito intrigada assistindo esse episódio e reparando nas aproximações e afastamentos de Kalinda sempre que Alicia aparecia em cena. Seja puxando papo sobre o caso, do nada, só para abrir espaço, ou a encarando quando, no outro lado do telefone, um assassino contava à Alicia que “Uma vez vilão, sempre vilão”. O passado pode ter alguma relação com isso? Fez algum sentido para alguém?

Bom, pra lá das teorias, o episódio Killer Song conta a história de um assassino que torturou, estuprou e matou a própria mulher, mãe de sua filha. Na época, ele foi encaminhado ao manicômio e, de lá, escreveu a letra de uma música que fala sobre o assassinato e a mandou para uma banda. Anos depois, já solto, a música vira um hit e agora sua filha é quem está encabeçando o processo por achar que a letra descreve a morte de sua mãe.

Com Will e Alicia cuidando do caso, Kalinda sai em busca de referencias para conectar o assassinato com a música. No entanto, quem dá a chave para a solução do caso é a própria filha. Após ouvir a música por várias vezes sem achar nenhuma referência indireta que a lembrasse da mãe, ela conta que no ‘grupo de sobreviventes’ que participa, ela conhece a história de uma outra mulher que teve a mãe assassinada e que as referências do caso se encaixam muito melhor na letra da música.

O assassino/letrista/calculista é absolvido da acusação sobre a música. Mas ao fim do julgamento, a policia entra para prendê-lo sobre a acusação de assassinato. Caso encerrado, pelo menos para Lockhart&Gardner.

Com a série caminhando para o fim, as histórias centrais, ou seja, os casos, vão ficando cada vez mais de lado. Quem rouba a cena agora são as histórias paralelas. E neste episódio, temos 2 personagens em apuros(!): Kalinda e Eli.

Depois de um papo interessante com sua filha (gostei bastante da personagem e da relação entre os dois), Eli procura Diane na Lockhart&Gardner para que ela ofereça ajuda a Natalie Flores no caso da deportação por ilegalidade. Natalie Flores é America Ferreira, mais conhecida por interpretar Ugly Betty. Para quem não assistiu aos últimos capítulos, Eli tem uma pequena queda pela ex-babá de Wendy Scott-Car, concorrente de Peter Florkc nas eleições. É bonito ver Eli ser sensível e baixar a guarda, se tornar vulnerável. É bonito enxergar que existe alguém ali com sentimentos e não só racionalidade.

O caso de Natalie foi, aliás, um dos pontos altos do episódio na minha opinião.  Para quem gosta da parte técnica do funcionamento de tribunais e que, assim como eu, sente falta de ver mais ação na série, esse episódio me deixou apreensiva com a correria de Diane para livrar o pai de Natalie de ser preso e deportado. Pro-bono sempre são emocionantes.

Deixei Kalinda para o final, seguindo a ordem cronológica do episódio. A detetive da Lockhart&Gardner pede a Cary para pesquisar se Blake conversou com mais alguém sobre o caso, depois de Blake ter revelado saber a verdade sobre a mudança de nomes e Peter Florick. Entre idas e vindas de informação, ela descobre que um dos funcionários de Childs recolheu a informação com Blake, mas a esta guardando. O motivo: ele acredita que Peter Florick ganhará a eleição e, tendo essa informação, continuará com seu emprego. Kalinda releva a informação para Peter, que conversa com o colega. Agora, mais que nunca, Peter Florick terá que ganhar as eleições para se livrar de uma nova acusação e, mais que isso, para não perder Alicia.

Capitulo fechado, partirei para a seção elogios. O escolhido da vez (e de sempre) é Cary. É incrível como ele tem se destacado cada vez mais, na minha opinião. E não atribuo isso a história dele na trama, mas aos detalhes que deixam tudo mais interessante. É ele sendo fundamental no caso de Kalinda, ajudando-a sem questioná-la sobre as acusações e sendo sempre tão compreensível. É ele comemorando com Will a prisão do pseudo-músico. É ele sendo irônico ao interrogar o colega de trabalho na busca por informações. São detalhes que deixam a série mais interessante e meu dia mais feliz.

Ah, Cary!

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