O desfecho de Lauren

19 mar

Série: Criminal Minds
Episódio: #18 – Lauren II
Temporada: 6ª
Exibido em: 16/03/2011
Canal de Exibição: CBS
Spoilers: Sim
Estrelas: 5 em 5

Depois de um desfecho surpreendente, o último episódio de Criminal Minds, que foi ao esta semana, veio para fechar o ciclo da saga Lauren, retirar a Emily do elenco, trazer a JJ de volta por 40 minutos e dar um pontapé inicial para uma nova saga.

Muita coisa para 40 minutos? Sim. Ao melhor estilo Criminal Minds, o episódio vem carregado de ação, tiros, choros, suspense, psicopatas, resoluções pressão e tudo mais que uma série policial precisa ter para fazer sucesso.

Já estamos habituados com os roteiristas colocarem um episódio bombástico no meio da temporada, foi o que aconteceu na última sessão, durante o episódio 100, e envolveu o Aaron Hotchner e o apavorante Foyet.

A forma como o episódio corre, e o desfecho que tem não foi dos mais ousados, mas dá ao fã de Criminal Minds a esperança de que a Paget Brewster volte ao elenco e continue sendo a queridinha da BAU.

Impossível aqui fazer comparações com outros episódios fortes da trama e para me justificar, procurei entender melhor quem escreveu os principais episódios para tentar traçar um paralelo com o último. Consegui.

Os melhores episódios (e digo isso baseado em números da audiência) foram escritos por Ed Bernero e o roteiro de Bo Crese, a dupla dinâmica da série, e foi quando vimos o Reid drogado, ou trancafiado numa sala e inalando um vírus letal. Foram eles que escreveram o diálogo épico entre Aron e Foyet e a despedida do agente com a esposa.

Dito isso, não quero desmerecer o roteiro desse que foi, inclusive, dirigido pelo Matthew Gray Gubler (ou o lindo do Reid). Mas talvez tenha faltado uma injeção de adrenalina nas veias. Não por parte da Emily, que já vinha segurando muito bem a trama, mas talvez um pouco pelo Boyle, o vilão.

Confesso que esperava mais dele nesse episódio. E vai ver só não rolou tanta simpatia porque, como falei no post anterior, Criminal Minds consegue criar um vilão em três episódios.

Mas isso não faz perder o brilho do episódio, de forma alguma.

E então, acho que vale lembrar, talvez um pouco desse “não deslanchar” do episódio venha dos problemas de bastidores. Reza a lenda que há mais de seis meses existe um clima de tensão entre o elenco, em função dos cortes. Se isso for verdade, ainda que pouco é possível que tenha influído no desempenho.

Vamos esperar os próximos episódios para ver a dinâmica do grupo sem a agente. Apesar de gostar muito do antigo Gideon, saudoso das primeiras temporadas, a entrada do Rossi acabou segurando a estabilidade. Nem vou citar aqui a saída da Elle, porque a única coisa boa na personagem foi o desfecho e a deixa para que a Emily entrasse no elenco.

Dito isso, fica a expectativa para descobrir se a loirinha nova, filha de um serial killer vai segurar a bucha. Partindo do principio que eu estou escrevendo e nem lembro o nome dela, acho que não.

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