Ugly Eli

3 mar

Série: The Good Wife
Episódio: #15 Silver Bullet
Temporada: 2a
Canal de Exibição: CBS
Estrelas: 2 em 5

Em meios de temporada, séries de drama costumam testar nossa paciência: a história geral fica estagnada e tramas médias sem maior relevância nos são apresentadas – espera-se que boas séries façam isso com um mínimo de qualidade e, de quebra, desenvolvem seus personagens de modo a não jogar episódios fora. Evidente que em The Good Wife temos um pouco de ambos; e ora, não era de esperar menos.

Acompanhando aquele velho romance de Diane (que eu, particularmente, não sou muito chegado) com o namorado tirado de algum comercial velho de Marlboro, temos mais uma vez a discussão entre a Direita e a Esquerda (aqui representada por Diane) americanas, enquanto a chefa da Lockhart/Gardner/Bond tenta livrar o namorado de um possível erro que ele tenha cometido durante a análise balística de um crime. Essa história levanta discussões de racismo, posições políticas representadas por fotos de Hillary Clinton e até mesmo o Tea Party, manifestação criada pelos republicanos para protestar contra o governo (mostrando mais uma vez que The Good Wife procura responder aos acontecimentos do mundo real americano).

E enquanto Alicia procura lidar com a rebeldia religiosa da filha (que, em perspectiva a todos os problemas mais sérios dos adultos, isso realmente parece só um problema infantil de uma adolescente buscando rumo), Eli descobre que Wendy Scott-Carr – a concorrente de Peter – abrigou em sua casa uma babá com status de imigrante ilegal, o que pode ser um escândalo e tanto para sua campanha. Ao procurar a babá, para desvela-la para a imprensa e atacar Scott-Carr, eis que Eli enxerga não apenas a própria feiúra e hipocrisia (bons diálogos relacionados à esse tema) mas também vive uma situação de quase affair, exercida por uma simpatia criada pela babá – interpretada por ninguém mais que America Ferrera, a elogiada protagonista de Ugly Betty, série cancelada do canal ABC.

Ferrera, que ficou conhecida por supostos acessos de estrelismos que teve após ganhar o Globo de Ouro e outros prêmios – e por uma (também suposta) briga com Lindsay Lohan – migrou para o canal da Good Wife e parece que vai aparecer em mais dois episódios (para contracenar justamente com Eli; considerando o fim deste episódio, sua participação pode ser realmente interessante).

O episódio fecha o ciclo de Diane com certo pessimismo – com um quase quê de amor real, mas idealizado –, mostra novamente que Alicia é essa mulher tão ética e deixa cheio de possibilidades o futuro das eleições de Peter, sobretudo com esta história do Eli. E, além de tudo, imagino que no próximo episódio – diante da única cena com Bond (prestes a ser enganado por Will e Diane) – vamos saber como funcionará a ruptura entre Lockhart/Gardner e Bond.

* * *

E desculpem o atraso do review, amigos.

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