Palmas para o Dexter…

19 out

Dentre as séries mais criativas e perturbadoras que eu já assisti na vida, Dexter estaria com certeza em um top 3. O serial killer de serial killers é, para mim, tão atraente quanto o roteiro de cada episódio. É misterioso, imprevisível e tem uma dose de crueldade saudável e irresistível.

É o quinto ano da série e eu achava impossível ficar melhor, ainda mais depois do final da quarta temporada, que foi uma bomba no sentimento quase tranquilo que já estavámos adotando do querido protagonista. Já era confortável ver Dexter Morgan como pai e marido, então por que não virar todo o jogo? Os roteiristas ousaram e conquistaram promessas de amor eterno e algumas poucas ameaças de morte.

Essa é a minha introdução para a quinta temporada, que assim como os os dois parágrafo acima, pode ser um pouco bagunçada, mas é bem intencionada e leva a um caminho de muita ansiedade para outro ano da série.

O episódio Beauty and the Beast é o quarto, e é o pontapé para o que eu imagino ser a grande trama desse novo ano. Dexter está descontrolado, Deb está galinhando na tentativa de se desligar dos problemas, Quinn incorporou o espírito do agente Doakes e a Laguerta e Angel…bem, é uma pena o que fizeram com os dois. Grande inovação nesse ano em forçar o time secundário a produzir bons enredos, e tirar a responsa de um bom episódio só da trama do Dexter. Difícil, mas não impossível. O elenco é excelente. Mas Dexter é Dexter! Por isso que esse novo rumo chateie um pouco, pela imposição de um enredo que não envolve sangue e modus operandi. Porém, fé nos roteiristas. Até agora as mudanças não deixaram a desejar.

Beauty and the beast traz como grande novidade a atriz hollywoodiana e eterna personagem de Shakespeare teen, Julia Stiles. A entrada dela na série é surpreendente e emocionante. Digna de todos o fóruns e discussões surgidas. Ela daria conta? A série suportaria o peso que ela tem? Os formatos são iguais? A resposta concreta ainda está por vir, mas ela teve um bom começo. O choro é o mesmo de vários anos atrás, o mesmo de quando ela ganha uma guitarra do menino mais improvável da escola em 10 coisas que eu odeio em você. Porque ela é péssima atriz? Não! Por que a atuação dela é assim: convence, mas não empolga.

Posso estar errada, por isso prometo aqui dar uma chance à Julia. E continuo na expectativa de que os prêmios tão famosos por aí como Emmy e o Globo de Ouro também abram os olhos e percebam quão brilhante Dexter é, o ator e todo o conjunto da obra.

**ao som de Bad Girl, da Madonna**

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